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Varginha confirma segunda morte por meningite em menos de um mês

A cidade de Varginha (MG) confirmou a segunda morte por meningite em menos de um mês. O caso é de uma mulher de 37 anos.

A vítima estava internada no Hospital Humanitas desde terça-feira (22). Segundo o hospital, o quadro de meningite bacteriana Streptococcus pneumoniae evoluiu e levou a paciente à morte encefálica.

O hospital não revelou mais detalhes do atendimento à paciente. Ainda conforme nota, diferente do último caso, de uma jovem de 19 anos, não foi preciso aplicar a profilaxia nas pessoas próximas à vítima. O motivo é o tipo de bactéria diferente.

A família será consultada sobre a possibilidade de doar os órgãos. Este é o terceiro caso em Varginha em 2019, segundo dados da Secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Outro caso

O primeiro caso de outubro foi registrado no dia 12. A jovem Sabrina Marcelino de 19 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em estado grave.

A jovem deu entrada na unidade às 17h24, com dor de cabeça, febre, vômito e feridas nos membros inferiores. Por volta das 21h20, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e a equipe médica iniciou os procedimentos de reanimação, mas não obteve sucesso.

A doença

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus ou fungos).

A meningocócica é uma meningite bacteriana e, junto com a pneumocócica, é considerada uma das formas mais graves e preocupantes da doença.

O diagnóstico das meningites é feito por meio de exames de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). São eles que determinarão o tipo da doença e, com isso, a conduta que será adotada pelos médicos.

No caso das bacterianas, o tratamento é feito com antibióticos, associados ou não a corticoides, de 7 a 14 dias. A internação normalmente é necessária.

Recomendações

Em caso de suspeitas da doença, é recomendado:

  • Procurar os serviços de saúde UPA e Pronto Atendimento sempre que apresentarem sintomas como: dor de cabeça, vômitos, febre alta, rigidez de nuca (pescoço endurecido), manchas no corpo.
  • Não tomar medicamento sem prescrição médica, principalmente antibiótico;
  • Notificar os casos suspeitos, para o Setor de Epidemiologia.
  • Colocar o calendário de vacina em dia, principalmente da criança.

Além disto, é recomendável evitar passar muito tempo em ambientes fechados e cheios de pessoas; manter, sempre que possível, a casa e o local de trabalho bem ventilados, inclusive no inverno, e cuidar da higiene pessoal.

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