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Tiroteio durante operação policial na Maré deixa oito mortos

Oito pessoas morreram na manhã de hoje (6) em tiroteio durante operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria da corporação.

Na ação, duas pessoas foram presas. Além disso, foram apreendidos sete fuzis, pistolas e granadas.

Imagens divulgadas no Twitter do aplicativo Onde Tem Tiroteio (OTT) e na página Maré Vive, no Facebook, mostram um helicóptero participando da operação na Vila do João, uma das comunidades da Maré, com voos rasantes sobre as casas. Também mostram crianças de escolas municipais correndo pela rua ou abrigadas nos corredores de uma escola, para se protegerem dos tiros.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o objetivo da operação é prender um traficante suspeito de ser o responsável por uma guerra entre facções no Morro do Salgueiro, no município de São Gonçalo.

A Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre o uso da aeronave na operação.

Em junho do ano passado, um confronto entre policiais civis e traficantes, também na Maré, causou a morte do estudante Marcos Vinícius, de 14 anos, que estava a caminho da escola quando foi atingido por tiros. Um helicóptero fazia parte da ação. Moradores disseram, à época, que tiros haviam partido da aeronave. Porém, o próprio adolescente disse à sua mãe, no hospital, que os tiros tinham partido de um carro blindado da corporação, conhecido como caveirão.

No ano passado, motivado pela morte de Marcos Vinícius, o então secretário estadual de Segurança do Rio, general Richard Nunes, proibiu que helicópteros da polícia atirassem em forma de rajada durante operações em comunidades e determinou que somente fossem feitos disparos em legítima defesa da tripulação, das equipes em terra e da população. A medida consta de instrução normativa editada pela Secretaria Estadual de Segurança em 2 de outubro.

No Artigo 7º, o documento traz normas sobre o emprego de aeronaves nas operações em áreas consideradas sensíveis, definidas como “localidades onde se presume que possa ocorrer elevado e iminente risco de confronto armado com infratores da lei, em razão do desencadeamento de uma operação policial, colocando em risco, acima do tolerável, os policiais e a população em geral”. Entre as localidades estão aquelas próximas a unidades de ensino, creches, postos de saúde e hospitais.

Agência Brasil

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