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SES-MG confirma primeira morte da doença desconhecida

Foi confirmada n noite desta terça-feira (7) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, a morte de um dos pacientes internados com a doença misteriosa. Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, estava internado na Santa Casa de Misericórdia, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. De acordo com a filha dele, Camila Demartini, seu marido Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37, também enfrenta os mesmos sintomas. Ele está internado em Belo Horizonte.

Uma força-tarefa foi designada pelas autoridades de saúde para vasculhar estabelecimento comerciais e casas do Buritis em busca de respostas para os casos. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), pede calma à população e afirma que os casos são pontuais e circunscritos a esse bairro.

A doença não tem nome, mas está sendo chamada de síndrome nefro neural porque ataca os rins e causa sintomas neurológicos.

Ao grupo formado por agentes de saúde locais envolvidos na investigação da doença – ligados à SES, Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Fundação Ezequiel Dias – juntou-se ontem uma equipe enviada pelo Ministério da Saúde. Intoxicação exógena ou agente infeccioso são as duas principais linhas de investigação da SES. Nada, entretanto, está descartado, numa lista que vai de arboviroses a intoxicação alimentar ou por produtos químicos. Materiais colhidos entre os pacientes e até em suas residências passam por testes, ainda sem data para terminarem.

Um caso dos sete notificados deve ser descartado por se tratar de um idoso de 75 anos, que já apresentava doença renal prévia.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, Dario Brock Ramalho, todos os casos foram registrados em Belo Horizonte e no mesmo período. “Não temos um diagnóstico. Temos um mesmo quadro clínico para um critério de caso. O que sabemos é que todos são homens, de uma mesma localidade em Belo Horizonte e adoeceram no mesmo período do ano. Não temos nenhuma nova notificação. Nenhum caso de adoecimento em janeiro – o que pode ser indício de que se trata de um momento pontual de exposição. A lista de possíveis causas é extremamente extensa. Não se pode descartar nenhuma. Pelo contrário, estamos ampliando a gama de possibilidades. Mas acreditamos se tratar de intoxicação exógena ou de um agente infeccioso”, explicou.

Alerta médico

Todos os profissionais da saúde que atuam em centros de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do estado foram orientados a ficar atentos a quadros semelhantes aos apresentados pelos pacientes internados. De acordo com o secretário, casos iniciais de insuficiência renal aguda já devem ser notificados.

Ele faz uma analogia com a epidemia de febre amarela para explicar por que sintomas mais leves de problemas urinários ou renais não estão incluídos na lista de notificações. “Quando começou epidemia de febre amarela em 2017, apenas os casos com sangramento eram notificados como suspeitos. Isso porque se todas as pessoas com febre fossem consideradas suspeitas não iríamos detectar e cercar a doença. Posteriormente, quando já tínhamos alto índice por região, a febre passou a ser sintoma importante para a notificação. Dessa mesma forma, consideramos casos em alerta os que apresentam a insuficiência renal”, explicou.

Mas vale ressaltar que muitas doenças desencadeiam insuficiência renal. Ele explica que inúmeros exames foram feitos, mas não há prazo para serem finalizados. “Não é o caso de faltar apenas um exame para definirmos a doença”, disse.

Informações Agência Minas

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