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Polícia não descarta vingança no caso de paisagista espancada

Depois de ouvir, ontem, o depoimento da paisagista Elaine Peres Caparroz, de 55 anos, a delegada Adriana Belém, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), disse não ter dúvida de que o lutador de jiu-jítsu Vinícius Batista Serra, de 27, planejou matá-la e que não descarta uma possível vingança. Ele a espancou por quatro horas na madrugada do último dia 17, e, preso em flagrante, foi indiciado por tentativa de feminicídio.

— Ele premeditou o crime. Solicitou amizade pelo Instagram após Elaine postar uma foto do filho (o também lutador de jiu-jítsu Rayron Gracie), e conquistou sua confiança — disse a delegada: — Quando foi à casa da vítima (em um condomínio na Barra), Vinícius se apresentou na portaria como Felipe, e ela não permitiu o acesso. Ele afirmou então que seu nome era Vinícius Felipe. Elaine falou “ué, não sabia que você tinha nome composto”. Por que ele deu um nome falso? É um indício de que estava mal-intencionado.

Em seu depoimento, Elaine lembrou que, no encontro, recebeu um telefonema do filho, que mora nos Estados Unidos. Vinícius lhe fez perguntas sobre Rayron; quis saber se eram próximos. Adriana Belém, que enviou ontem o inquérito à Justiça, disse que nada impede a polícia de apurar a possibilidade de o crime ter sido motivado por vingança.

— A Justiça pode nos devolver o inquérito para que investiguemos se foi uma vingança envolvendo o filho de Elaine. Vinícius forçava todo o tempo para encontrá-la na casa dela. Esse rapaz tem que ficar na cadeia, é nocivo para a sociedade — afirmou a delegada.

Agressor  passou apenas uma noite na prisão

Após deixar a delegacia da Barra, Vinícius só passou uma noite numa cela. Na última quarta-feira, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó para um hospital prisional, a fim de fazer exames de sanidade mental. Internado desde então, desfruta de um espaço maior.

Vinícius está em um ambulatório protegido por grades nas janelas e portas. Há, no local, um número de internos bem menor que o das celas em Gericinó. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, os exames requisitados pela Justiça ainda não ficaram prontos. Segundo o órgão, a demora para a conclusão é normal, por conta das constatantes avaliações médicas.

A decisão de transferir Vinícius foi tomada após a Defensoria Pública apresentar declarações médicas de 2016, alegando que ele tem problemas mentais. A delegada Adriana Belém não acredita que ele teve um surto psicótico.

Extra

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