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Polícia confirma que terceiro lote da cerveja Belorizontina está contaminado

A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou na manhã desta segunda-feira que um terceiro lote da cerveja Belorizontina está contaminado com o dietilenoglicol. Além disso, outro material, o monoetilenoglicol, teria sido encontrado em amostras do produto. Até o momento, as investigações apontavam para apenas dois, disponibilizados desde novembro em Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Espírito Santo.

O solvente, considerado tóxico, causou insuficiência renal grave e alterações neurológicas em dez pessoas que teriam consumido a bebida. Um dos pacientes morreu na última terça-feira, em Juiz de Fora. A enfermidade tem sido tratada como “síndrome nefroneural” pelas autoridades Ainda segundo a corporação, o laudo definitivo deve ser concluído “nos próximos dias”.

A Polícia Civil informou, ainda, que a Belorizontina, produzida pela cervejaria Backer, também teria sido contaminada por monoetilenoglicol. No fim de semana, os investigadores afirmaram que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a de sabotagem por um ex-funcionário.

Até o momento, todas as vítimas identificadas pelo governo compraram a cerveja no bairro de Buritis, em Belo Horizonte. Todas as unidades dos lotes contaminados, no entanto, estão sendo recolhidas em pontos de entrega na capital mineira. A Backer e o Procon mineiro se disponibilizaram a buscar unidades dos lotes nas residências dos consumidores.

A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou por meio de nota, neste sábado (11), que um supervisor da cervejaria Backer registrou, em 19 de dezembro de 2019, um boletim de ocorrência contra um funcionário que havia sido demitido.

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Nota Oficial – Síndrome nefroneural
Polícia Civil de Minas Gerais dá novos esclarecimentos sobre as investigações a respeito da síndrome nefroneural
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que os peritos do Instituto de Criminalística realizaram análises de amostras de cerveja produzida pela Backer durante todo o sábado (11/01).
Também estão sendo realizados exames no material que foi recolhido na cervejaria durante perícia ocorrida na última quinta-feira (09/01). Os laudos devem ficar prontos nos próximos dias.
Conforme divulgado na última sexta-feira (10/01), as amostras de sangue de três pacientes internados apresentaram a substância dietilenoglicol, a mesma identificada em três amostras da cerveja.
Sobre a informação de que um supervisor do  empresa Backer registrou Boletim de Ocorrências, em 19 de dezembro de 2019, após um funcionário ter sido demitido: o crime de ameaça demanda ação penal pública condicionada à representação do ofendido. Tendo em vista que a pessoa que registou o referido boletim não foi à delegacia representar pela continuidade de ação penal, não foi instaurado Termo Circunstanciado de Ocorrência. 
Independentemente deste fato, a Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade, o que vem sido divulgado desde o momento em que o delegado Flávio Grossi instaurou o inquérito sobre a forma de contaminação da cerveja Belorizontina, ou seja, a partir da última quarta-feira. 
É importante ressaltar: desde o momento em que a PCMG tomou conhecimento de que as pessoas que desenvolveram a síndrome nefroneural podem ter sido contaminadas após ingerir a bebida, foram instauradas diligências preliminares (que subsidiam a decisão da autoridade instaurar ou não um inquérito).
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