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‘Pokémon: Detetive Pikachu’ mescla nostalgia a carisma e agrada fãs

Sucesso nos games e nas animações é transferido de maneira diferente e interessante para o cinema tradicional, Pokémon: Detetive Pikachu chega honrando legado e criando própria história

Como dizem muitos publicitários atualmente: nostalgia vende, filmes e séries de TV com estética ou que se passam nos anos 80 e 90 não faltam para provar esta teoria.

Nessa toada,  Pokémon: Detetive Pikachu poderia ser apenas mais um destes produtos a se aproveitar de um dos personagens mais populares dos últimos trinta anos para a conquista de lucro fácil apresentando uma obra medíocre. Mas não o é.

Pikachu
Pikachu fala, é sínico e sarcástico em novo longa
Reprodução

Saudosistas

Os elementos para os saudosistas estão ali. Personagens e referências aparecem aos montes permeando a convivência harmônica entre pokémons de todas as gerações e humanos, como nos sonhos de quase todos que cresceram assistindo a série clássica.

Mas não é só nisso que o filme se sustenta, há uma história a ser contada. Nela o jovem Tim tem de rumar à Ryme City após a misteriosa e repentina morte de seu pai, o detetive Harry, em um acidente de carro. Lá ele conhece o parceiro dele, um Pikachu que fala — e somente ele consegue entender.

A partir daí a esperada jornada de um filme de dupla policial se apresenta por meio dos dois. A relação parece real para a audiência graças ao bom trabalho da dupla de protagonistas — que mesmo dublada, como na cópia assistida para esta análise, segue competente — e à relação construída por eles.

Mas, para compensar toda esta química, os demais coadjuvantes não contribuem. Alguns aparecem apenas para manter o roteiro caminhando, enquanto outro, que permeiam toda a projeção, sofrem para mostrar qualquer profundidade além do pouco que nos é mostrado em tela.

O roteiro segue a linha clássica da investigação que leva a pontos estratégicos, a personagens importantes e ao desenrolar do mistério, deixando para o final a descoberta do grande vilão. Pode até ser clichê, mas funciona para mais um filme. O final, por outro lado, pode se tornar um tanto quanto previsível.

Novo Visual

O visual dos monstrinhos é completamente novo, mais focado em realismo. Apresenta pelos, penas, escamas e viscosidade de maneira nunca antes vista na série. O choque inicial pode ter sido grande, mas mesmo os mais puristas terão de dar o braço a torcer para a qualidade do trabalho e da adaptação feitas para o “mundo real”.

Baseado não somente na grande franquia Pokémon, mas, como o título sugere, a história é adaptada do jogo homônimo, lançado em 2016. Por isso, um Pikachu com voz de um homem adulto não surpreendeu tanto aos fãs mais ávidos. Sem negar beber da grande fonte que são os jogos anteriores e a série do final dos anos 90, a trilha sonora é hábil ao mesclar o tom orquestral que um longa pede, com os temas da era 16 bits, criando temas muito interessantes e que somente enriquecem a projeção, sendo um dos destaques no longa.

Sabendo usar da nostalgia, mas não se apoiando nela, Pokémon: Detetive Pikachu se solidifica como melhor filme baseado em videogames — não que seja tarefa muito difícil — e, apesar de seus problemas, dá um bom pontapé inicial para possíveis sequências. Sendo melhor apreciado por fãs da franquia ou crianças, o longa não deixa de ser uma boa diversão para todos os públicos.

Ficha técnica:

Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Duração: 1h44 min
Direção: Rob Letterman
Roteiro: Dan Hernandez, Benji Samit, Rob Letterman, Derek Connolly e Nicole Perlman
Elenco: Ryan Reynolds, Justice Smith, Kathryn Newton, Bill Nighy, Ken Watanabe, Chris Geere
Fotografia: John Mathieson
Produtores: Greg Baxter, Cale Boyter, Joseph M. Caracciolo Jr, Tsunekazu Ishihara, Hidenaga Katakami, Don McGowan
Música: Henry Jackman

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