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Merendeira fez barricada para evitar mais mortes em Escola Estadual de Suzano – SP

Armados com uma arma de calibre 38, uma besta (espécie arma medieval que dispara flechas), uma caixa que aparentava ser explosivo e garrafas montadas como coquetéis molotov, Guilherme Tauci Monteiro (17) e Luiz Henrique de Castro (25), mataram 8 pessoas e se suicidaram logo em seguida. O massacre provocou a morte de 10 pessoas no total, outras 23 pessoas feridas e outras que passaram mal, foram levadas para hospitais de cidades vizinhas. O tiroteio aconteceu pouco depois das 9h10 na Escola Raul Brasil.

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O adolescente agiu com Luiz Henrique de Castro, um homem de 25 anosFacebook/Reprodução

Segundo o comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Salles, 10 mortes foram confirmadas na tragédia, sendo uma coordenadora pedagógica da escola e uma outra funcionária, seis alunos e os dois atiradores.

“Encontramos quatro peças de plástico para recarregamento do revólver e itens semelhantes a artefatos explosivos. Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) fizeram uma varredura no local”, relatou o coronel da PM.

Merendeira fez barricadas para proteger outros 50 alunos

Conforme noticiado pelo portal G1, a merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes de 54 anos contou que ajudou a esconder 50 estudantes na cozinha durante o ataque.  A merendeira disse que os funcionários fizeram barricada com geladeira e freezer. Mesa foi usada como escudo.

“Nós estávamos servindo merenda e aí começou os ‘pipoco’ e as crianças entraram em pânico. Abrimos a cozinha e começamos a colocar o maior número de crianças dentro e fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão”, conta chorando. “Foi muito desesperador, porque foi muito tiro, muito tiro mesmo e era muito pânico”.

Luiz Henrique de Castro (esquerda) e Guilherme Taucci Monteiro (direita), assassinos de Suzano — Foto: Arquivo pessoal

Silmara ainda disse, que os assassinos pareciam andar por todo lado. “Parecia que procuravam alguém. Iam para lá e para cá atirando muito. Nós não vimos nada. A gente abaixou e ficou escutando o movimento. Isso durou de 10 a 15 minutos mais ou menos”, diz.

Veja a lista das vítimas:

Marilena Ferreira Vieira Umezo (funcionária)

Pablo Henrique Rodrigues

Cleiton Antônio Ribeiro

Samuel Melquíades Silva de Oliveira

João Vitor Ramos Lemos

Caio Oliveira

 

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