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Política

Juíza nega pedido de Cunha para suspender prazo das alegações finais em processo

A juíza Gabriela Hardt negou o pedido apresentado pela defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ) para suspender o prazo das alegações finais em um processo no qual ele é investigado.

No processo, Cunha é investigado por suposta participação em um esquema de corrupção relativo à compra de navios-sonda pela Petrobras. O ex-deputado nega a acusação.

Gabriela Hardt concedeu um novo prazo de 4 dias para as alegações, mas também negou o pedido para que o delator Júlio Camargo pudesse anexar um documento ao processo.

Os advogados de Cunha pediram a suspensão argumentando que Júlio Camargo não anexou um documento importante para a elaboração da defesa.

O documento ao qual os advogados se referem é a cópia de um processo de arbitragem envolvendo Júlio Camargo e a Samsung, que tramitou perante a Corte de Londres.

A decisão da juíza

Ao analisar o caso, Gabriela Hardt ressaltou que em 2016 o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia negado um pedido dos advogados de Cunha para anexar a cópia do processo. Segundo a juíza, não haveria motivos para pedir novamente o documento após a negativa do STF.

“Se o pedido foi indeferido naquele momento, não caberia a sua reiteração na fase […], pois não se trata de prova cuja necessidade surgiu no decorrer da instrução”, afirma a juíza.

Ainda assim, a magistrada esclarece que determinou a intimação da defesa de Júlio Camargo para que informasse se poderiam anexar a cópia do processo. Em resposta, os advogados do delator afirmaram que não possuem o documento.

Na conclusão do documento, a juíza rebate a alegação dos advogados de Cunha e afirma que não é possível chamar de mentirosa a alegação da defesa de Júlio Camargo de que não possui a cópia do processo.

“A questão foi resolvida, não havendo motivos para se reputar mentirosa a alegação da Defesa do colaborador”, afirmou a magistrada.

Entenda o caso

Neste processo, os ex-deputados Eduardo Cunha e Solange Pereira de Almeida são investigados pela suposta participação em um esquema de pagamento de propinas envolvendo a contratação dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000. O ex-deputado nega todas as acusações.

BLOG DO MATHEUS LEITÃO
Fonte:G1

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