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Homens aderem ao maiô e peça vira tendência nos blocos de Carnaval

Confortável, estiloso, fresquinho e combina com tudo. O maiô, tradicionalmente usado pelas mulheres, está conquistando os homens neste verão e deve dominar as ruas do país como parte de fantasias masculinas para o Carnaval — já tem até bloco com nome da peça. Aproveitando uma das épocas do ano em que a diversidade e a alegria são parte fundamental da festa, quem está aderindo a nova moda — que não tem nada a ver com gênero — garante que a roupa traz mais ‘liberdade’ e ajuda a fugir do calor nos bloquinhos de rua.

É o caso do ator e músico Renato Garcia, que desfila em diversos blocos do Rio de Janeiro, e conta que a sua história com o traje de banho vem de outros carnavais. “Trabalho como palhaço e em 2015 montei um espetáculo em que usava o maiô. Aproveitei que tinha criado aquela fantasia e já saí naquele ano mesmo de maiô no Carnaval. É verão né? Esse tema piscina, praia, é muito bom e bastante refrescante, ainda mais para essa época no Rio, onde se passa muito calor”, destaca ele.

E, atenção, para quem é homem e quer também aderir ao maiô, Renato dá uma dica para não ‘marcar’ as partes íntimas e deixar o conforto ainda melhor: ele usa a parte de trás do maiô (mais largo) para a frente e deixa a parte mais cavada para o bumbum, sem vergonha alguma de mostrar seus atributos.

“É uma técnica que desenvolvi para ficar mais confortável e sem correr riscos. Muitas vezes mudar o lado do maiô faz com que eu deixe o peito a mostra, mas mostrar o mamilo tudo bem, né? É Carnaval”, brinca ele.

 

“DEsMAIÔ” já é nome de bloco em Brasília

Em Brasília, o maiô em homens faz tanto sucesso que um grupo de amigos estreará neste ano um bloco de rua dedicado ao traje de banho – o bloco ‘DEsMAIÔ’. Eles desfilarão no dia 3 de março, às 6 horas, no Setor Carnavalesco Sul, com a intenção de atraírem somente foliões que estejam usando o traje, seja homem ou mulher.

“Essa brincadeira de usar maiô começou quando a minha banda, o Trio Papudo, resolveu se apresentar um dia de maiô. Por quê não? Aí virou moda e sempre nos apresentamos assim, até que surgiu a ideia de levar isso para um bloco de rua, e esse ano será nossa estreia”, conta o músico e produtor cultural, Higo Abnny, que completa:

Sou hétero, tenho namorada, tenho um lado feminino bem forte, e isso faz com que eu não tenha problema nenhum em usar peças tidas como femininas, como o maiô. É uma brincadeira, é Carnaval

Os músicos levaram tão a sério o uso do maiô para as apresentações que atualmente mandam confeccionar as peças com tamanhos maiores e com um formato que protege melhor o corpo.

“Já usamos uns maiôs baratos, sem preocupação, mas como virou uma marca da nossa banda nós começamos a nos preocupar em produzir os nossos próprios modelos. Os primeiros que usamos eram desconfortáveis, marcavam muito na frente, entravam no bumbum. Agora temos os nossos mais larguinhos, com forro duplo para não ficar marcando. Mas não tem como fugir, é uma peça que marca, às vezes entra no bumbum, mas a gente não liga muito, faz parte da diversão”, conta outro integrante do bloco ‘DEsMAIÔ’, Betinho Cianni, também de Brasília.

Sem espaço para preconceito

Tanto para o folião do Rio de Janeiro quanto para os músicos do bloco de Brasília, a diversão e o conforto do uso do maiô não dão espaço para que eles se importem com qualquer preconceito por se tratar de uma peça feminina. Eles revelam que até escutam alguns comentários mais maldosos, mas costumam responder com bom humor.

“Cada um pode usar a roupa que quiser. Não importa se é homem, mulher ou jacaré, cada um usa o que der vontade, o importante é estar feliz”, ressalta Betinho, de Brasília.

Renato, do Rio de Janeiro, completa: “No Carnaval não tem lugar para o preconceito. Às vezes até me olham estranho quando estou voltando pra casa de um bloco, fora do contexto da festa, mas é só saber levar na diversão.”

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