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Greve dos professores: comunidade escolar de Paraisópolis irá a Câmara Municipal na próxima segunda-feira para manifestação

Na próxima segunda-feira (16/03), às 18h, educadores, alunos e pais de Paraisópolis – MG irão até a Câmara Municipal do município para solicitar a vereadores que levem as suas insatisfações a conhecimento de deputados estaduais e, posteriormente, esperam que os parlamentares pressionem o governo do Estado, Romeu Zema (Novo) para melhor acordo e reajuste na política salarial da categoria.

A greve dos professores no estado de Minas Gerais já dura mais de um mês, tem adesão de 69% de escolas estaduais e ainda não há previsão de retorno. A iniciativa dos educadores se deu início no dia 11 de fevereiro, um dia após o início do ano letivo. A greve é decorrente a política salarial desigual que os servidores reivindicam isonomia de reajuste de salário a todos os funcionários públicos.

Em nota, o Sind-UTE disse que os professores reivindicaram aos deputados a derrubada do veto do governador Romeu Zema (Novo) às emendas do Projeto de Lei que garantem isonomia salarial a todo funcionalismo público e o Piso Salarial Profissional Nacional à Educação.

Mesmo após o governo ter afirmado o acerto do 13° salário referente a 2019, a categoria considera não ser uma boa tática, pois mais de 50 mil educadores seguem sem o direito. Uma nova assembleia foi aprovada e deverá acontecer na próxima terça-feira (17/03), nas dependências da Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo.

A Escola Estadual Eulália Gomes de Oliveira, bem como a Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo elaboraram uma nota ao município de Paraisópolis onde explicam o que foi conversado na assembleia em que participaram, expõem os seus objetivos e se desculpam pelo transtorno. Ao todo, 23 professores são favoráveis a greve e 18 são contra. Pelo menos um diz que o governo precisa de tempo para se estabilizar no Estado.

Veja as notas divulgadas nas redes sociais:

“Nós, professores das escolas estaduais de Paraisópolis _ Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo e Escola Estadual Eulália Gomes de Oliveira, seguindo orientações do SIND-UTE-MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), decidimos em assembleia que aconteceu no dia 12 de março de 2020 nas dependências da Escola Estadual Eulália Gomes de Oliveira, a continuação da greve que paralisa as atividades letivas até o dia 17 de março de 2020, quando ocorrerá na E.E. Antônio Eufrásio de Toledo uma nova assembleia para decidirmos os novos rumos da greve. Essa data foi definida considerando o prazo de 48hs que a emenda 02/2020 (que estipula a reposição salarial à nossa categoria em acordo com o Piso Salarial Nacional) tem para retornar para as mãos do legislativo estadual. Esse prazo, se deu por conta do veto do governador a emenda, sendo que agora, dentro desse prazo, os deputados podem derrubar o veto e assim sancionar a citada emenda.

Nosso posicionamento na noite de hoje foi orientado tendo como base o acordo de respeito à maioria, assim como o acordo de mantermos as Escolas Eulália Gomes de Oliveira e Antônio Eufrásio de Toledo alinhadas em suas decisões. Sendo assim a escola Eulália Gomes de Oliveira votou 23 educadores favoráveis e 18 contrários a manutenção da greve.

Vale ressaltar que a adesão à greve por parte dos professores de Paraisópolis faz parte de um movimento estadual visando os seguintes objetivos:

• Pagamento integral e até o quinto dia útil de cada mês;
• Pagamento integral do 13° salário;
• Piso salarial de acordo com a Constituição do Estado de Minas Gerais;
• Contra os descontos da Previdência Social de 14%;
• Manutenção do IPSEMG;
• Manter a eleição para o cargo de diretor;
• Contra municipalização do Ensino Fundamental II;
• Aprovação do Projeto de Lei Aprovado pela Assembleia Estadual de Minas Gerais concedendo aumento para todos os funcionários públicos, sem exclusão;
• Contra a perda da autonomia nas matrículas, que se tornaram on-line, causando transtornos à unidade escolar e às famílias;
• Contra a superlotação de salas de aula;
• Fornecimento de materiais e espaços para cumprir com demandas e exigências do Estado.

Lamentamos e pedimos desculpas aos pais e alunos. Não era nosso desejo chegar a esse ponto, que só aconteceu por intransigência e descaso do governo estadual. Também garantiremos um calendário de reposição e o aluno não irá sofrer prejuízos de conteúdos necessários à sua formação. Nós, Servidores Públicos da Educação das Escolas Estaduais Antônio Eufrásio de Toledo e Eulália Gomes de Oliveira, continuaremos firmes no objetivo de concretizar uma escola melhor para todos: alunos, pais e educadores.

Reiteramos o convite, para que todos participem da manifestação que ocorrerá em Paraisópolis na segunda-feira dia 16/03, com concentração às 17h na Escola Estadual Antônio Eufrásio de Toledo. Essa manifestação construída junto com a comunidade, tem por finalidade pressionar os vereadores municipais para que estes cobrem um posicionamento de deputados alinhados a eles, além disso a manifestação tem o propósito de denunciar toda a crise em torno do desmonte da educação pública.

A comunidade escolar seguirá atenta acompanhando as decisões tomadas nas assembleias em Belo Horizonte.

Assinam essa carta como professores da Escola estadual Eulália Gomes de Oliveira:
Mecia Naeli Lenilson Flavia Almeida André Bruna Arian
Eder Emerson Simone Marcia Ivone Caetano Ivete Glauber Benedito Ana Ferraz Marileia Rafael Elisangela M. Lucia Cida Amauri.”

“Exigências dos professores da rede estadual de MG

Pagamento integral e até o quinto dia útil de cada mês;
• Pagamento integral do 13° salário;
• Piso salarial de acordo com a Constituição do Estado de Minas Gerais;.
• Contra os descontos da Previdência Social de 14%;
• Manutenção do IPSEMG;
• Manter a eleição para o cargo de diretor;
• Contra municipalização do Ensino Fundamental II;
• Aprovação do Projeto de Lei Aprovado pela Assembleia Estadual de Minas Gerais concedendo aumento para todos os funcionários públicos, sem exclusão;
• Contra a perda da autonomia nas matrículas, que se tornaram on-lines, causando transtornos à unidade escolar e às famílias;
• Contra a legislação que permite número elevado de alunos em sala de aula;
• Fornecimento de materiais e espaços para cumprir com demandas e exigências do Estado.”

Via
Gabriel Couto
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