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Grande explosão em Beirute deixa ao menos 50 mortos

Imprensa local, citando ministro da Saúde e forças de segurança, diz que a detonação ocorreu em um armazém que guardava fogos de artifício

Uma explosão de grandes proporções atingiu o porto de Beirute, no Líbano, nesta terça-feira, 4. Ao menos 50 pessoas morreram e 3.000 ficaram feridas, segundo o ministro da Saúde Hamad Hassan em entrevista coletiva. A tendência é que esse número aumente. As causas da explosão ainda são incertas, com autoridades do país dando informações divergentes sobre o quê o armazém guardava.

Vídeos publicados por usuários nas redes sociais mostram o armazém pegando fogo com luzes, parecidas com as de rojões, acendendo e apagando rapidamente. Logo depois o local é consumido por uma explosão. Há relatos, não confirmados, de uma segunda explosão no centro da capital.

Hassan tinha afirmado que a explosão havia deixado um “grande número de feridos”, horas depois, o ministro começou a divulgar o número de mortes. Até o momento, 25 pessoas morreram devido a explosão.

O ministro da Saúde informou que todos os hospitais da cidade foram instruídos a receber os feridos. O Exército também foi mobilizado, segundo a agência de notícias estatal NNA. Em um comunicado na TV, o presidente da Cruz Vermelha Libanesa, Georges Kettaneh, citou “centenas de feridos” e afirmou que muitos ainda estão presos em escombros de casas; outros estavam sendo resgatados por barcos.

De acordo com a emissora LBCI, o hospital Hotel Dieu recebeu mais de 500 feridos e já estava sem capacidade para tratar outras pessoas. Dezenas precisaram de cirurgias, segundo a emissora.

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“Vi uma bola de fogo e fumaça sobre Beirute. As pessoas estavam gritando, correndo e sangrando. Varandas de prédios foram destruídas. Vidro de prédios altos caíram e quebraram na rua”, disse uma testemunha das detonações à agência Reuters.

O motivo da explosão, ou quais componentes estavam no armazém, ainda não foi confirmado. Num primeiro momento, o ministro da Saúde disse que o local continha fogos de artifício. Depois, em visita à área da explosão, o chefe de segurança interna do Líbano, Abbas Ibrahim, disse que não iria antecipar as investigações. Em uma entrevista à MTV libanesa, o ministro do Interior, Mohamed Fehmi, disse que o local armazenava “nitrato de amônia”.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, convocou uma reunião de emergência com seu gabinete para esta terça-feira. O governo também decretou um dia de luto nacional na quarta, em respeito às vítimas.

Caldeirão de problemas

O Líbano vive hoje uma situação política, social e econômica grave. Após protestos em 2019, um novo governo foi formado com a proposta de implementar medidas que salvassem o país da crise. Além disso, as explosões ocorrem na mesma semana em que o Tribunal Especial para o Líbano (TSL), com sede em Haia, apoiado pelo governo e pela Organização das Nações Unidas (ONU) dará o veredito sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, em 2005.

Os réus são suspeitos de integrarem o braço armado do Hezbollah, que dentro do país é um partido político, e, 15 anos após o assassinato, continuam soltos. Junto a Hariri, outras 21 pessoas morreram quando um carro bomba explodiu.

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Uma segunda explosão, não confirmada, teria ocorrido próxima da casa do também ex-primeiro-ministro e filho de Rafic, Saad al-Hariri. Segundo a imprensa local, Saad está seguro.

(Em atualização)

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