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Expresso Gardênia promete melhorar serviço em 120 dias

Deputados da Comissão de Transporte da ALMG querem acompanhar ações da empresa, para garantir direitos dos cidadãos

Ônibus que quebram constantemente, atrasos de até 2 horas nos horários de partida ou retomada das viagens, veículos sujos e mal conservados. Essas foram algumas das reclamações de usuários da Expresso Gardênia, empresa detentora de uma das concessões para transporte público em Minas Gerais, discutidas em audiência pública da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa (ALMG), nesta quinta-feira (16).

A empresa tem 55 anos de atuação, 247 ônibus operando em 100 linhas, principalmente no Sul de Minas, e atende à população de 150 municípios. De acordo com o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER), João Afonso Baêta Costa, a Expresso Gardênia já recebeu 911 autuações, desde a edição do Decreto 44.603, de 2007, que serve de base para a fiscalização do serviço.

A superintendente de Transporte Metropolitano e Intermunicipal, da Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), Maria Luiza Machado Monteiro, informou que já foi instaurado processo administrativo contra a empresa, e aplicadas multas por falta grave, pelas centenas de denúncias recebidas.

A maioria dos participantes da audiência defendeu o fim das concessões públicas e do monopólio no transporte intermunicipal, para que haja livre concorrência no segmento.

Os deputados Antônio Carlos Arantes (PSDB) e Guilherme da Cunha (Novo) foram enfáticos em dizer que, num cenário de livre mercado, uma empresa como a Gardênia não estaria mais operando. “Como o direito de operar é dado via concessão burocrática, a empresa não precisa agradar o usuário e presta um serviço cada vez pior”, afirmou Guilherme da Cunha.

Diretor pede desculpas e promete providências rápidas

Diante das críticas dos deputados, prefeitos e vereadores que participaram da audiência, o diretor da Gardênia, José Eustáquio Guido, disse que a empresa passa por uma crise financeira e reconheceu que o serviço prestado à população piorou nos últimos cinco anos. Segundo ele, desde 2013, as empresas de ônibus sofrem com a redução do número de passageiros, o que diminui a capacidade de investimento, e com a concorrência “desleal” do transporte feito clandestinamente.

Mas, segundo ele, já foi feito um acordo com o Poder Público Estadual, para que haja a revisão completa dos serviços, dentro de, no máximo, 120 dias, e já estão sendo adquiridos veículos novos. Ele também citou algumas medidas administrativas que estão sendo tomadas, como a contratação recente de dois engenheiros mecânicos, que cuidarão da parte de revisão preventiva dos veículos, para diminuir as quebras e o tempo que os carros ficam parados.

O diretor pediu desculpas à população, mas também pediu a compreensão e a solidariedade dos deputados, para que a empresa, tão grande e antiga, possa continuar no mercado.

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