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Empresa do Vale da Eletrônica (MG) recebe aportes da KPTL e da Wayra

Com mais de 1 milhão de equipamentos em operação, a ATIVA Soluções desenvolve tecnologia de ponta para monitoramento remoto e tem o BDMG entre os investidores

A ATIVA Soluções, sediada em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas, acaba de receber investimentos da gestora KPTL com recursos do Fundo Criatec 3, criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e que tem o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) como um dos cotistas. A Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefônica no mundo, também entra como co-investidora nesta rodada de aportes. O valor da operação não foi revelado.

Criada em 2004, a empresa mineira tem a tecnologia IoT como força motriz. Especializada em fornecer soluções de conectividade em tempo real, dedica-se a pesquisar e desenvolver equipamentos para Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), e Machine-To-Machine (M2M). Seus equipamentos permitem monitorar e gerir remotamente a infraestrutura em empresas de vários setores, como Saneamento, Energia Elétrica, Óleo e Gás, Telecomunicações, Transportes, Meio Ambiente e Agronegócio.

A EMPRESA

Atualmente, a ATIVA Soluções tem 62 funcionários e mais de 1 milhão de equipamentos em atividade por todo o Brasil e em operação em países como Estados Unidos, México e Chile. Entre os principais clientes, empresas líderes em seus segmentos, como Vivo, BRK Ambiental, NEONERGIA, CAF e CPFL.

Criada em Santa Rita do Sapucaí, polo de tecnologia em telecomunicações no Sul de Minas Gerais, a ATIVA Soluções é filha da mesma terra de seu fundador e CEO, Edson Ribeiro. Com cerca de 45 mil habitantes, o município não é grande, mas é uma espécie de epicentro de tecnologia da região conhecida como Vale da Eletrônica, sede de instituições de formação de técnicos e engenheiros, como a Escola Técnica de Eletrônica (ETE FMC) e o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Há alguns anos, a cidade é palco de eventos de inovação e criatividade, como o Hack Town.

Com o aporte, a ATIVA vai aperfeiçoar políticas internas de governança e aumentar a musculatura da companhia nessas verticais. Segundo Edson Ribeiro, também vai fortalecer o ecossistema de inovação existente em Santa Rita do Sapucaí. “Contribuirá ainda mais para aumentar o dinamismo e a eficiência no desenvolvimento de novos produtos para o mercado de IoT brasileiro, gerando riqueza para o estado, por meio da criação de dezenas de novos empregos diretos e indiretos”, detalha.

Renato Ramalho, CEO da KPTL, conta que entre as 48 empresas de seu portfólio de R$ 1,2 bilhão, a gestora tem 10 startups investidas com soluções em Internet das Coisas. “A KPTL tem um portfólio muito relevante em IoT. A ATIVA tem muito do que a gente gosta, uma propriedade intelectual consistente em várias verticais relevantes. É um ótimo case de IoT olhando para verticais importantes da economia brasileira”, equaciona Ramalho.

“Acreditamos na ATIVA desde o programa Agro IoT Lab, que rodamos com a Vivo, Ericsson, Raízen, Pulse e ESALQTec, em Piracicaba. A empresa tem alto potencial de solucionar grandes problemas e assim fazer negócios com grandes corporações em diversos segmentos como Telecomunicações, Gás, Energia, Agro e Indústria 4.0”, reforça Carolina Morandini, head de portfólio e scout da Wayra.

Para o presidente do BDMG, Sergio Gusmão Suchodolski, é essencial buscar inovar de forma perene. “Estimular o ecossistema de inovação é um dos focos do BDMG e um dos vetores mais estratégicos para a diversificação da matriz econômica de Minas Gerais, em especial. Nesse sentido, a participação do banco como cotista do Criatec 3 tem aberto o caminho para a dinamização de novos negócios com alto conteúdo tecnológico e impacto, como é o caso da ATIVA”, explica.

Sobre a KPTL

A KPTL é uma gestora de Venture Capital com 50 empresas investidas, espalhadas pelos setores Financeiro, Agronegócio, Saúde, Energia, Ciências da Vida, Biológicas, entre outros. Sediada em São Paulo, a empresa tem 6 escritórios espalhados pelo Brasil.

Sobre a Wayra

A Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefônica no mundo, busca, investe e escala startups. O objetivo é conectar inovadores tecnológicos (empreendedores ou startups) com a Telefônica, investidores e parceiros para gerar oportunidades de negócios e inovação em conjunto. Criada em 2011, a Wayra opera em 10 países e já investiu mais de 45 milhões de euros. Atualmente, 500 startups fazem parte do portfólio de inovação aberta global da Telefónica e mais de 20% fazem negócios com a companhia. Entre as áreas mais buscadas no país estão empresas de inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT), data analytics avançada, cibersegurança e fintechs.

  Sobre o Fundo Criatec 3

O Fundo Criatec 3 foi criado pelo BNDES em 2016 e tem como gestora a KPTL (fundada a partir da fusão entre Inseed Investimentos e A5 Capital Partners). Com atuação nacional, o veículo já fez mais de  20 investimentos em startups de diversos setores como: Agronegócio, Energia, Mídia, Varejo e Tecnologia da Informação. Além do BNDES, conta com mais 10 cotistas: são bancos de desenvolvimento, agências de fomento estaduais, corporações e investidores privados de todo o país.

Sobre o BDMG

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) é uma empresa pública estadual, com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais, e que tem o compromisso de participar do desenvolvimento econômico, atuando como agente financeiro do Estado no apoio a projetos de investimento do setor público e de empresas privadas, de todos os portes e dos mais diversos segmentos de negócios. Atua no desenvolvimento regional de Minas Gerais na redução de desigualdades, inovação e apoio ao agronegócio.

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