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Economia

Dólar passa a operar em queda no último pregão da semana

Na quinta-feira, o dólar encerrou em alta de 0,94%, a R$ 3,8484

Após um início de negócios em alta, o dólar passou a operar em queda nesta sexta-feira (15), no aguardo de avanços na tramitação da Previdência e com apetite por risco no exterior ligado a otimismo sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 11h33, a moeda norte-americana era vendida a R$ 3,832, em queda de 0,43%. Veja mais cotações.

Investidores citam razoável impaciência ligada à cena doméstica e de olho no exterior, onde dados de produção mais fraca nos Estados Unidos limitavam o apetite por risco ligado às negociações comerciais entre Washington e Pequim.

O mercado fecha a semana no aguardo de avanços na tramitação da reforma da Previdência, focado mais especificamente no envio das novas regras da aposentadoria de militares, o que, segundo garantiu o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, ocorrerá até dia 20.

Investidores observam eventuais concessões dadas a militares após notícias de que a proposta de reforma da Previdência das Forças Armadas deve trazer um aumento no tempo de serviço e da contribuição dos militares.

Segundo o gerente de câmbio da Tullett Prebon, Italo Abucater, começa a crescer um sentimento de impaciência entre investidores, mudando a postura que tinham antes, de ‘potencializar’ qualquer notícia boa e menosprezar notícias ruins, explicou.

“Há um mau humor. O estrangeiro não voltou, não existe venda nova de dólar no mercado e o mercado está mal posicionado”, avaliou Abucater, acrescentando que o mercado poderá entrar numa fase de “ver para crer”.

Ainda no lado doméstico, o mercado também observa o leilão de 12 aeroportos, primeira concessão de logística do governo Bolsonaro. “É o primeiro leilão do governo novo, então a gente vai analisar na lupa todos os detalhes, até para sentir o termômetro global com relação ao Brasil”, ponderou Abucater.

Dados dos EUA que mostraram que a produção manufatureira caiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro frearam um sentimento de apetite por risco que prevalecia mais cedo.

Notícia da agência estatal chinesa Xinhua desta sexta-feira de que o vice-premiê chinês, Liu He, conversou por telefone com o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o representante de Comércio, Robert Lighthizer, e que os lados tiveram progresso, alimentava uma busca por risco.

A declaração do premiê chinês de que há outras medidas de política monetária que podem ser usadas para sustentar o crescimento econômico endossava este sentimento, uma vez que podem impedir que a desaceleração na economia chinesa, que se expande no ritmo mais lento em quase três décadas, se agrave.

O Banco Central realiza nesta sexta-feira leilão de até 14,5 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril, no total de US$ 12,321 bilhões.

Na quinta-feira, o dólar encerrou em alta de 0,94%, a R$ 3,8484, influenciado pelo ambiente externo, onde moedas de perfil semelhante à brasileira depreciaram diante de dados mais fracos da China e de renovadas incertezas sobre a situação comercial entre Washington e Pequim.

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