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Paraisópolis: discurso reivindicativo marca a noite de segunda-feira na Câmara Municipal.

O início da noite de ontem (16/03), segunda-feira, foi marcada pela presença da comunidade escolar na Câmara Municipal de Paraisópolis – MG. Convidados em um grupo via rede social, pais e alunos estiveram presentes na sessão ordinária do legislativo por volta de 18h, acompanhados de professores de diversas disciplinas. A docente Mariléia Ieno, geógrafa e professora da rede estadual, estatuária na Escola Estadual Eulália Gomes de Oliveira, foi a primeira cidadã a fazer o uso da tribuna. A educadora levou a conhecimento popular e dos parlamentares, através do público comportado na platéia e também dos que assistiam a TV Câmara, suas reivindicações. Ieno solicitou a vereadores que pressionem os deputados, considerados pela mesma como “seus pares” a votarem a contra o veto do governador Romeu Zema (Partido Novo), que impede o reajuste salarial de praticamente 13 categorias do funcionalismo público, inclusos os professores. Ainda no púlpito, Mariléia disse não se tratar apenas de questão financeira, mas de assistência por parte do estado e revelou que a escola não tem nem mesmo sabonete para higienização; que cada mestre desembolsou dinheiro próprio para a compra de folhas de sulfite e reclamou sobre o novo método para matrículas escolares.

A estudante Yara representou colegas, discursou por minutos, demonstrou a casa legislativa o seu descontentamento para com o governo e lamentou a falta de alimentos no setor escolar. Para a adolescente, presenciar um colega que tem fome e não pode repetir a refeição, é tarefa que lhe causa tristeza. Yara foi aplaudida por todos e elogiada. Ao fazer o uso da tribuna, não expressou nervosismo e deixou claro que estava no ambiente como aluna incisiva e disposta a lutar pelo seu direito e da classe estudantil.

Denúncia dos servidores:

Além do veto, o governador de Minas Gerais é acusado não pagar a segunda parcela do 13° (décimo terceiro) salário de inúmeros servidores públicos, atitude repensada, programada pelo governador para a efetuar a data do pagamento, passível de interpelações que os servidores dizem não fazer efeito, pois milhares de funcionários públicos seguem sem o direito até os dias atuais. Enquanto uns receberão a segunda parcela, outros não receberam a primeira.

 

Gabriel Couto.

Imagens/ reprodução de Plano Diretor.

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