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Delegado responsável por investigação do caso Marielle deixa a função

Principal responsável pelas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), o delegado Giniton Lages não participará da segunda etapa da apuração do crime – que teria como objetivo principal determinar os mandantes da execução e as razões.

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), informou no início da tarde desta quarta-feira (13/3) que Lages está deixando a função para fazer um intercâmbio de quatro meses na Itália. Durante a investigação, Lages foi acusado de pressionar suspeitos a confessarem participação no crime, o que acabou levando a Procuradoria-Geral da República a determinar uma investigação federal sobre a investigação do crime.

“Ele não está sendo exonerado”, frisou o governador, rebatendo rumores que estavam circulando desde o início da manhã. “Também não está sendo afastado de nada; ele encerrou uma fase da investigação e, agora, outra autoridade vai assumir o caso para, eventualmente, determinar o mandante.”

O governador explicou ainda que o convite para o intercâmbio foi feito ao delegado na última terça-feira (12), mesmo dia em que foram anunciados o encerramento da primeira fase da investigação do caso Marielle e as prisões do PM reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e do ex-PM Élcio Queiroz, de 46 anos, acusados, respectivamente, de efetuar os disparos e conduzir o veículo no dia do crime.

“Como ele [Lages] está com essa experiência toda adquirida do caso e nós estamos com esse intercâmbio com a Itália exatamente para estudar a máfia e os movimentos criminosos, ele vai fazer essa troca de experiência com a polícia italiana”, afirmou o governador.

Segundo Witzel, a substituição de Lages não trará prejuízos à investigação. “Ele [Lages] está cansado, esgotado”, justificou. “O conhecimento da investigação foi compartilhado com outros delegados; mudar um delegado para colocar outro, mais descansado, é natural; trata-se de uma melhoria da capacidade investigativa.”

A acusação partiu do ex-PM Orlando de Curicica, que se encontra preso em um presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte, e que foi apontado por uma testemunha-chave de ter sido o responsável – junto com o vereador Marcelo Siciliano – pelo crime. Essa testemunha, um ex-braço direito de Curicica, contou que teria presenciado uma conversa entre o chefe e o vereador, tratando da morte de Marielle Franco.

Curicica e Siciliano sempre negaram a acusação. Curicica, inclusive, acusou o delegado de o estar pressionando a confessar a participação no crime. Na manhã de terça-feira, durante a entrevista coletiva em que anunciou o encerramento da primeira fase da investigação do crime, Giniton Lages afirmou que a tal testemunha-chave teria voltado atrás em seu depoimento e admitido que teria feito as acusações para se livrar de uma suposta perseguição do ex-chefe. Também na coletiva, Lages afirmou que a participação de Siciliano, bem como a de outras pessoas, não estava descartada.

“Em nenhum momento a DH (Delegacia de Homicídios) legitimou ou deixou de legitimar qualquer linha de investigação”, disse o delegado. “A testemunha voltou atrás de seu depoimento, mas não afastamos nenhuma linha para a segunda fase do inquérito. Nem Siciliano nem ninguém está afastado.” O vereador voltou a negar sua participação no caso. “Eu espero a resolução desse caso o mais rápido possível para poder tocar normalmente a minha vida”, afirmou Siciliano.

Fonte: Metropoles

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