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Café volta a ter quedas e rompe linha de US$ 1,00 em NY

Os preços do café arábica voltaram a cair nesta semana na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US), que baliza a cotação internacional da commodity

O mercado rompeu para baixo a importante linha técnica e psicológica de US$ 1,00 a libra-peso. Nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, a bolsa fechou a baixo de US$ 1,00, refletindo um dólar firme contra o real e outras moedas e pressionada pela oferta tranquila para os consumidores. O mundo vive um período de superávit na oferta contra a demanda e o clima indica que o Brasil, maior produtor e exportador mundial, deve colher uma boa safra este ano, embora menor que a produção recorde de 2018.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, é fato que o recorde na produção mundial acaba gerando um superávit na oferta. “E esse excesso leva a estoques mais altos, distribuídos entre produtores e importadores. E isso leva a uma postura diferente por parte do comprador, que tem trabalhado da mão-para-boca, buscando justamente diluir a reserva acumulada nas temporadas anteriores em meio ao seu fluxo de aquisições na safra atual”, comenta.

A expectativa de produções futuras ainda grandes e suficientes para atender o abastecimento eleva a tranquilidade da demanda, favorecendo essa estratégia. Esse comportamento do comprador acaba jogando contra os preços e limitando as investidas de alta do mercado, indica. A perda da linha psicológica de 100 cents não é comum e normalmente está associada a um sinal de crise do setor produtivo, por apertar demais as margens dos vendedores, avalia o consultor. “Se pegarmos uma série histórica de preço de 2005 até agora é fácil perceber que o café poucas vezes foi negociado abaixo da linha de 100 cents. Aconteceu em 2005 e novamente em 2006, ainda como sequela da grave crise de excesso de oferta do começo dos anos 2000, que levou a cotação da bebida a 40 cents na ICE”, pondera Barabach.

E depois ocorreu somente em 2018, por duas vezes, na entrada da safra brasileira (julho a agosto) e depois ao longo do mês de dezembro. “O fato é que agora em fevereiro de 2019, poucos meses depois, o café foi negociado abaixo desse patamar psicológico. Uma frequência negativa que assusta os vendedores e revela muito sobre o momento atual do mercado”, observa. No Brasil, o mercado físico brasileiro de café repercutiu essas perdas externas e o café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais caiu abaixo da linha de R$ 400,00 a saca de 60 quilos, o que também é um patamar psicológico importante. Assim, os negócios ficaram naturalmente lentos, com o produtor evitando as vendas, que ocorreram mais conforme as necessidades de caixa, e do comprador. Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

 

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