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Bolsonaro defende ‘impor’ modelo de escolas cívico-militares

O presidente Jair Bolsonaro defendeu que os modelos de escolas cívico-militares deveriam ser “impostas” para as pessoas não dependessem “até morrer” dos programas sociais do governo.

A declaração aconteceu na manhã desta quinta-feira (5), durante a cerimônia no Palácio do Planalto do lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, que visa incentivar a implantação desse tipo de modelo.

O presidente não especificou, no entanto, qual seria a relação entre o atual modelo de escolas com a “dependência” de pessoas aos programas sociais do governo.

“Se aquela garotada está na quinta série, está na nona série e na prova do Pisa não sabe uma regra de três simples, não sabe interpretar um texto, não responde a uma pergunta básica de ciência, me desculpa, não tem que perguntar para o pai, irresponsável nesta questão, se ele quer ou não uma escola, de certa forma, com militarização. Tem que impor, tem que mudar”, declarou Bolsonaro nesta quinta-feira.

“Nós não queremos que essa garotada cresça e, no futuro, seja um dependente até morrer de programas sociais do governo”, concluiu o presidente.

Ao comentar a imposição, Bolsonaro fez referência ao Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), realizado a cada três anos em diversos países, medindo o desempenho escolar, principalmente, em matemática, ciências e leitura.

O modelo citado por Bolsonaro já é adotado em algumas unidades de Ensino no Distrito Federal. O governador Ibaneis Rocha (MDB) estava presente e foi citado pelo presidente, que fez questão de reforçar a necessidade de ‘impor’ o modelo cívico-militar.

“Temos aqui a presença física do nosso governador do DF, Ibaneis. Parabéns, governador, com essa proposta. Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar, não. Tem que impor.”

Em agosto, foram realizadas eleições no DF para que a população votasse pela adoção ou não do método em algumas escolas. Após a militarização ser rejeitada em determinadas localidades, Ibaneis afirmou que implementaria “de qualquer jeito”, mas depois voltou atrás.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi questionado se a adesão ao método militar nas escolas seria voluntária ou obrigatória. E apesar de reiterar que o “combinado é que é voluntário”, Weintraub afirmou que a palavra do presidente é a “última” dentro do governo.

“Palavra do presidente é a última palavra do executivo, então, está falando. Tem muito mais demanda do que capacidade de atender no curto prazo”, declarou.

Fonte
Yahoo

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