Internacional

Aumenta no mundo o número de vítimas de ataques virtuais

Se encontram brechas, hackers invadem. Em 2019, quase um milhão de pessoas sofreu ataques virtuais como roubo de senhas, um aumento de 60% em relação a 2018.

No mundo inteiro, o número de vítimas de ataques virtuais só cresce. Os hackers agem quando encontram brechas que a gente deixa sem perceber.

Com ele na mão o tempo todo, as nossas informações mais preciosas também andam por aí.

“É só apertar o botãozinho e está tudo ali registrado”, diz a comerciante Teresinha Ferrão.

“Eu tenho documentos digitalizados no meu celular, eu tenho senhas, fotos”, confirma Rafaela Oliveira Marques.

“Não tenho proteção nenhuma no meu”, admite Antonio Carlos Pires, também comerciante.

A gente tem que pensar e agir no mundo virtual como faz no real. A segurança de uma casa, por exemplo, é uma preocupação para todo mundo. Ninguém sai e deixa a porta aberta. Quando dá, também instala câmeras de segurança, alarme, sobe muro, grade. Tudo para ficar mais protegido. O mesmo raciocínio pode ser usado quando a gente estiver nos computadores ou celulares. Isso porque, se a gente ignorar a segurança, é como se estivéssemos numa casa desprotegida.

Se encontram brechas, os hackers invadem. Em 2019, quase um milhão de pessoas no mundo sofreram ataques virtuais como roubo de senhas, um aumento de quase 60% em relação a 2018.

O assistente social Márcio Salvatore passou por isso.

“Mandaram o link, você tem que se cadastrar, colocar todos os seus dados e depois te dão um prêmio. Quando cheguei na loja ela falou: não, a gente não está dando nenhum brinde, isso não procede e eu falei e agora onde será que foram meus dados.”

O americano Andrew Bindner é especialista em segurança há 20 anos e foi para São Paulo mostrar que até um carro pode ser hackeado. Ele conta que, quando você conecta seu celular no bluetooth, um criminoso pode usar um dos seus aplicativos para acessar e controlar toda a parte eletrônica do carro. O objetivo é assustar a vítima e pedir dinheiro, uma espécie de resgate.

Um ataque tão sofisticado como esse já foi feito nos Estados Unidos. Por isso, ele aconselha a só baixar no celular aplicativos confiáveis, ler a política de segurança, e ter senhas longas, com mais de dez caracteres.

Pesquisadores americanos descobriram que bandidos podiam até invadir aparelhos de insulina pelo controle remoto e chantagear o fabricante. Ricardo Tavares é especialista em segurança na internet e dá algumas dicas.

“Manter todos os dispositivos atualizados. O celular também precisa de antivírus”.

Ele diz que o golpe mais comum ainda é por e-mails e mensagens de celular pedindo para a vítima clicar em algum link que rouba dados e senhas.

“Vai abrir aquele programa e o seu computador vai ser controlado sem que você perceba. Desconfie de algo que chame muita atenção, algo que te dê uma vantagem incrível, porque, do outro lado, tem um ganho desconhecido.”

Fonte
G1
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