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Após ostentar na web, jovem de 19 anos é presa suspeita de estelionato em MG

Conforme a investigação, Júlia anunciava a venda de celulares através de redes sociais, cobrava os valores, mas não entregava o produto

Investigada por crime de estelionato em ao menos seis cidades de Minas Gerais, foi presa nesse fim de semana em Conselheiro Lafaiete (MG) uma jovem de 19 anos que ostentava nas redes sociais fotos em eventos e praias.

A informação foi publicada pelo portal UOL, segundo o qual a Polícia Civil disse que Júlia Teresa Gomes Gonçalves teria aplicado golpes em Belo Horizonte, Barbacena, Prados, Cristino Otoni, Alfredo Vasconcelos e Conselheiro Lafaiete. Ao menos dez boletins de ocorrência foram registrados nesses locais.

De acordo com a polícia, na casa da suspeita, que não tem antecedentes criminais, foram localizados R$ 2,5 mil, cartões de créditos, chips de celular, dois telefones, óculos e bijuterias, além de documentos que ligam a investigada aos crimes relatados nas cidades.

“Ela vinha levando uma vida de festas, de viagens, totalmente incompatível com sua realidade financeira”, declarou o delegado Daniel Gomes.

Conforme a investigação, Júlia anunciava a venda de celulares através de redes sociais, cobrava os valores, mas não entregava o produto. Uma vez feito o depósito, ela bloqueava o comprador nas redes e nos seus telefones de contato e ficava com o dinheiro depositado.

“Esse golpe era realizado, frequentemente, pela investigada que já se valeu de vários perfis e números de telefone diferentes”, completou o delegado, durante entrevista coletiva.

A polícia afirma que a jovem também contratou serviços de fotografia e fez compra de ingressos de um evento, embora, após o serviço ser realizado ou o produto recebido, pagasse valores muito abaixo do combinado.

As ocorrências contra a jovem começaram a ser registradas em maio passado. “Ela utilizava diferentes nomes nos perfis das redes sociais para dificultar tanto a ação da polícia quanto o possível reembolso por parte das vítimas”, disse o delegado.

Aos investigadores, Júlia negou a prática dos crimes e alegou que outra pessoa estaria se passando por ela, utilizando seus dados para praticar os golpes. Segundo os policiais, no entanto, o número de telefone fornecido para as vítimas seria o mesmo repassado por Júlia no momento do registro do boletim de ocorrência em que ela afirmara ser vítima.

A defesa da suspeita informou ter entrado com um pedido na Justiça para revogar a prisão.

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