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São Paulo recebe Feira da Diversidade no mês do Orgulho LGBT

São Paulo recebe Feira da Diversidade no mês do Orgulho LGBT

 

A Feira da Diversidade começou nesta quinta-feira (15) no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo. O evento faz parte do Mês do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis). As informações são do SP1.

No próximo domingo (18), por exemplo, ocorre a famosa e tradicional Parada do Orgulho LGBT. Será a 21ª edição.

Enquanto o desfile não acontece, o público pode conferir shows, tendas de artesanato, moda, gastronomia e um estande para divulgar a lei estadual de 2001 contra a homofobia na Feira da Diversidade.

Homofobia não é considerada crime, mas a lei 10.948/01 é uma das primeiras do Brasil a dispor sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero.

Em resumo, homofobia pode vir a ser considerada a motivação de um crime, seja ele qual for.

Quem for vítima ou presenciar um caso de homofobia pode ligar para a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.O número é 100.

Também é possível procurar centros de acolhimento à população LGBT, distritos policiais e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), especializada em combater a homofobia.

“Meu desejo hoje em dia é que todos se respeitem. Independentemente da orientação sexual, da cor, do sexo, da religião. Nós estamos no século 21 e isso é mais que claro: a sociedade em si hoje em dia, ela acaba perdendo o respeito uns com os outros. Isso que me deixa triste”, disse Felipe Pereira, assessor de vendas de 25 anos.

Felipe foi uma das 13 vítimas da explosão da bomba durante a Parada Gay de 2009. O artefato foi lançado por um grupo de intolerância.

Todos os agressores foram identificados e presos pela Decradi, mas a Justiça os soltou. “Eles estão soltos, né? Isso acaba revoltando não só as vítimas, mas a população. Não culpo o magistrado porque o magistrado cumpre o papel dele, mas acho que o Brasil tem leis muito fracas. Deveriam ser um pouco mais rigorosas em relação a isso”, lamentou Felipe.

Assim como Felipe, nos últimos dez anos, 465 pessoas procuraram ou foram encaminhadas à, delegacia especializada para dar queixa de homofobia. É o que mostra o Mapa da Homofobia feito pelo G1 em parceria com a Decradi. A média é de uma pessoa por semana. Mas só pouco mais da metade dos casos virou inquérito policial.

A polícia informou que as agressões contra homossexuais ocorrem principalmente na internet. São xingamentos e provocações de pessoas desconhecidas.

Mas até pouco tempo atrás, os principais agressores eram pessoas muito próximas: vizinhos, colegas de trabalho e gente da própria família. O que obriga muita gente a sair de casa. Esse espaço, na Bela Vista, abrigou este ano 31 pessoas do público LGBT.

Os jovens recebem desde capacitação profissional até atendimento psicológico. “Eu consegui voltar para a escola, eu tô indo atrás de emprego. Pra mim, a minha vida vai começar aqui n essa casa”, disse a transexual Isabella.

A ideia da casa veio do relações públicas Iran Giusti, que dois anos atrás começou a acolher dentro da própria casa homossexuais que não tinham pra onde ir.

“As questões de LGBTfobia, assim como as questões de racismo, são questões estruturais no nosso país. Então, a gente tem que pensar em formas e alternativas de fazer a mudança estrutural. sem isso, a gente não vai avançar muito não.”

 Fonte:G1

 

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