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O pão-duro

O pão-duro

Contam as lendas sul-mineiras que na zona rural de Caxambu existia um sujeito extremamente econômico, de nome Seu Abelardo.

Na língua do povo, o caboclo era pão-duro, mão-de-vaca, munheca mesmo. Chegou a não ter filho só para economizar dinheiro e esperma.

Quem mais sofria era a coitada da sua esposa, a Dona Cida. A mulher fazia a lista de compra e ele só trazia uns 30% do que ela tinha pedido.

Seu Abelardo dizia espertamente que, além do dono da venda ser analfabeto, a letra de sua esposa era muito feia e por isso nunca vinha a lista completa, uma vez que não havia quem entendesse o que estava escrito.

E a letra da véia era feia mesmo, ilegível, tipo letra de médico, que mais parece aquelas linhas do eletrocardiograma.

Dessa forma a muquecagem reinava naquela casa. No dentista ninguém ia. Médico então nem se fala. A televisão vivia fora da tomada e banho no verão era só com o chuveiro desligado.

Com o passar dos anos dona Cida começou a ter problema de vista. Mas nada do pão-duro levá-la ao médico. O tempo foi passando e a vista só piorava. Até que um dia, temendo ficar cega, a mulher explodiu com o marido, xingando-o de tudo quanto é nome.

E ele, com a calma e a  esperteza dos muquecas profissionais, soltou essa:

- Cida, deixa de ser boba. Do jeito que o mundo tá, é melhor a gente nem enxergar mesmo...

Frases da semana:

Se você não pode ajudar, atrapalhe, porque o importante é participar! (web)

Se você sorri eu do risada com você, se você chora eu choro com você, se você se joga de baixo de um ônibus vou sentir sua falta. (web)

Todo mundo quer salvar o mundo, mas ninguém quer ajudar a mãe a lavar a louça. (web)

Sandro Mendes (jornalista formado pela PUC de Belo Horizonte)

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